Diogo e Carolinne | Rolândia - PR

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O casamento do Diogo e da Carol não foi apenas como um trabalho para nós. Nos sentimos sendo parte da festa. Rimos e choramos juntos. Foi incrível! Um sonho realizado em nossa caminhada fotográfica. O amor dos noivos foi declarado diante de Deus e ao som da natureza. Foi inesquecível! Ficamos sempre muito empolgados quando podemos viajar para realizar trabalhos em outros locais que ainda não conhecemos ou estamos habituados. A oportunidade de ir para diferentes lugares do país   para fotografar, tem sido algo realmente inspirador para nós. É muito bom ter essa confiança e disposição por parte das pessoas que nos contratam. A distância, que muitas vezes parece um problema, se torna em uma motivação e no final, realização para ambas as partes. Então, você que vai casar, seja de qualquer parte do planeta, nós vamos até você!

Para contar melhor os detalhes deste casamento singular, ninguém melhor do que a noiva, que junto com o noivo, planejou tudo com carinho, estilo, ajuda dos amigos e com muito, muito DIY! Seguem as palavras da Carol:

"Resolvemos fazer então o mini wedding no estilo celeiro, nós já conhecíamos o Rancho Kentucky em Rolândia, porém eles nunca tinham alugado para casamento, o rancho serve para campeonatos de montaria e laço. Mesmo assim, conversamos com a dona, a Deise, que também é amiga da família do Diogo, e ela alugou para nós. Porém não tinham nenhum espaço, nada específico para casamento. Depois disso começou a maratona para fazer toda decoração, escolher músicos, decidir a cerimônia, convidar os padrinhos. Tínhamos um casamento para organizar o mais rápido possível e com menos dinheiro possível, queríamos fazer a cerimônia e também uma festa, mas tinha que ser diferente e muito aconchegante. Decidimos então fazer a cerimônia, um café colonial e depois um jantar. A primeira coisa que começamos a escolher foram os fotógrafos, nós também, como fotógrafos, priorizamos isto em primeiro lugar. Começou a correria de enviar e-mails e solicitar orçamentos, os trabalhos que mais gostamos eram todos de fora da cidade, às vezes até de outro estado, o que criava uma complexidade de logística. Nos mantivemos firmes, por mais que  o orçamento estivesse restrito, os fotógrafos que escolhêssemos seriam os melhores! Acompanhávamos o trabalho do pessoal da Além há algum tempo, entramos em contato com o Fabiano e gostamos não só de valores, mas principalmente do atendimento que eles nos deram, mesmo a distância, via e-mail, ou Skype. Este foi o diferencial para escolhermos eles, um trabalho em que admiramos a qualidade, mas principalmente o atendimento, nos trataram como amigos e não como clientes. Antes do casamento e quando chegaram em Rolândia, pudemos estar junto deles um dia antes, comer uma pizza e conversar pessoalmente, tempo curto porém muito gostoso."

"O local é meio fora da cidade e precisávamos identificar onde era a entrada, já que nem o Google Maps encontrava. Então o Diogo montou uma placa com nosso nome, desenhou as letras à mão, além de ter ficado uma semana praticamente pintando todos os pallets no fundo da casa da mãe. Nosso lindo convite de casamento, também tinha que ter a ‘nossa cara’, então o Diogo, que trabalha como designer além de fotógrafo, providenciou isto."

"As mesas rústicas e compridas da festa, eram do próprio rancho, faltaram algumas pela quantia de convidados, então alugamos mais. Os aparadores vieram da casa da minha mãe e da casa da avó de uma amiga, Tayana Michles, que também organizou todo o casamento. Um dos aparadores era uma pia que foi retirada a cuba, o carrinho de chá é da minha mãe, a cristaleira e outros móveis, foram todos trazidos das casas de nossos pais. Os jogos americanos foram costurados pela Vó Maria e pela Vó Olga, avós do Diogo. As câmeras antigas eram nossas e a máquina de escrever estava guardada no quartinho da bagunça da mãe do Diogo. Um dia antes do casamento, nós descemos no rancho, o pai do Diogo com o caminhão carregado de mesas, cadeiras e tudo mais e ficamos o dia e a noite toda descarregando e arrumando, colocando no lugar as mesas, cadeiras..."

"Então após escolhermos os fotógrafos, começamos com a correria para arrumar a decoração. As garrafas azuis que foram usadas na decoração foram compradas em uma empresa que recicla vidros em Cambé (cidade vizinha), pagamos R$ 0,30 em cada garrafa, porém estavam sujas e com muito barro. Ao total, compramos cerca 30 garrafas, lavamos todas, deixamos de molho e lavamos novamente. Como queríamos uma decoração diferente de tudo, ao invés de usarmos flores na entrada da cerimônia, nas garrafas e como decoração, usamos cata-ventos. Todos os cata-ventos fui eu que fiz, indo dormir às 3h da manhã no dia do casamento, terminando de fazer os últimos. Na cerimônia eu queria que eles ficassem fixados na terra, por isso teriam que ser grandes. Fomos em uma serralheria e pedimos pedaços finos de madeira que sobram de cozinhas e guarda roupas, saímos de lá com o carro cheio de madeira. Fiz os cata-ventos grandes, alguns com folhas de scrapbook e outros com cartolina colorida, para a decoração das garrafas e para as madrinhas - cada uma entrou com um cata vento feito com folha de scrapbook - fiz eles pequenos e com espeto de algodão doce. Quem organizou tudo para nós foi a Tayana, que é uma amiga minha. Nós explicamos pra ela como seria, e além de ajudar a descarregar, ela ainda arrumou e organizou tudo, além de madrinhas e decoração no dia do casamento. Não é nossa promoter nem decoradora, é uma amiga enviada dos céus. Sem ela não sabemos como teria sido organizar tudo isso."

"Como eu gosto de azul, escolhi essa cor pra ser a do vestido das madrinhas e do lacinho do meu vestido e do sapato. Reservei o rolo inteiro do tecido na loja e todas foram comprar, o modelo ficou livre (desde que fosse estilo tubinho e até o joelho). O meu vestido foi feito pela mesma costureira que fez o da minha irmã (Lurdes Ateliê). O modelo eu já tinha escolhido anos antes e como queria um modelo simples e sem renda, reviramos todas as lojas de tecido até encontrar um tule super lindo, com detalhes de coração. O sapato eu queria de ponta fina, mas sem salto, como não achei em nenhum lugar, nem para fazer, no modelo e cor que eu queria, comprei um no formato que queria (que só tinha no vermelho) e mandei encapar com o tecido azul do vestido das madrinhas. O meu buquê e minha tiara de flor foram feitas na minha cidade mesmo, em uma floricultura bem pequena. O salão onde me arrumei foi o Jacques Janine na cidade vizinha, Londrina."

"A roupa do Diogo, compramos uma semana antes do casamento, no Shopping Catuaí, na cidade de Londrina. A calça da TNG, camisa Polo Play e a bota da Democrata. O colete nós mandamos fazer em um senhor alfaiate de Rolândia, diga-se, o senhor Mario Alfaiate é um dos últimos alfaiates da cidade."

"Como seriam poucas pessoas, resolvemos fazer a cerimônia em baixo de uma árvore – se não me engano era um Salgueiro Chorão - e ao invés de bancos ou cadeiras, conseguimos emprestar fenos do próprio rancho. Em cima dos fenos, compramos chita colorida e cortamos, não passamos costura, deixamos como veio da loja. A mesinha onde os pastores fariam a cerimônia tinha que combinar com o local, queríamos ela em madeira, e conseguimos. Uma amiga (Tia Cecília) da mãe do Diogo tinha em casa e emprestou para nós."

"A banda foi indicação de uma amiga, a Luciana. Estávamos procurando uma banda exatamente como eles, que tocasse Folk e todas as bandas que havíamos gostado tinham evento no dia. Já estávamos ficando apavorados, então nossa amiga Luciana indicou a banda Terno e Saia de Campo Mourão. Eles tocavam exatamente as músicas que queríamos, então foi perfeito. Escolhemos mais algumas para o repertório e cerimonial."

"Na festa, queríamos fazer um café da tarde e um jantar, mas o único jeito de conseguir fazer os dois seria nós mesmos fazendo. Minha mãe fez todos os bolos do café da tarde e as bolachinhas caseiras nós compramos. O bolo de casamento encomendamos na Soninha Bolos (Rolândia), porém ela só fazia bolo fantasia e bolo para servir, e eu queria um bolo fantasia de verdade, rosa, redondo e alto. Ela pediu pra fazer um teste e ficou perfeito, do jeito que eu queria. Os cupcakes foram feitos pela Cupcakes Isabella Vasconcellos (Londrina), uma delícia de cupcake e o valor cabia em nosso bolso. Foi a nossa única opção de doce, apenas cupcakes, gostosos e lindos."

"As suqueiras eram o meu sonho, eu queria elas de qualquer jeito, então compramos o pote de vidro na recicladora. Também estavam sujos, mas lavamos várias vezes  e deixamos de molho com água sanitária. Ficaram quase um mês de molho (porque nós colocaríamos o suco dentro). Depois de limpos, levamos em uma vidraçaria para colocar as torneiras, a parte de cima da tampa foi encapada com tecido, colada e finalizada com fitinha vermelha, tudo feito pela minha irmã Danielle."

"O varal de luz foi o meu cunhado Andrei e o Diogo que fizeram, nós compramos todas as coisas e eles montaram. No dia do casamento o noivo ainda teve que montar o varal nos postes de bambu, faltando cerca de 2 à 3 horas para começar a cerimônia, junto com o pai dele. O varal foi fixado por enormes bambus, que o Diogo e o pai encontraram em um bambuzal no próprio rancho, serraram e fixaram com ajuda de um funcionário do local."

"O jantar foi preparado pela Deise, dona do Rancho Kentucky, que além de amiga da família do Diogo, se prontificou a ajudar na cozinha. Nós decidimos que o jantar seria algo simples, afinal depois de um bom café colonial não poderia ser nada pesado. Decidimos que seria o macarrão do meu sogro Elias. Todos que comem o macarrão e principalmente o molho que ele faz, sempre gostam muito, mas muito mesmo! Sempre que nos encontram dizem: “E aí, quando seu sogro vai fazer aquele macarrão novamente?”, então o macarrão ficou por conta da Deise e o molho quem preparou foi meu sogro."

"Em linhas maiores, foi isso. Nós realmente fizemos tudo no nosso casamento. Até nossa lua de mel - Buenos Aires - eu pesquisei por meses em sites como Buenos Aires para Chicas, Oh Girls e Radioactive Unicorns, lugares, comida e tudo sobre Buenos Aires. Fomos com o roteiro e outros lugares o Diogo encontrou usando o Foursquare enquanto estávamos no Hotel. Muitos mapas e muito amor. Foi simplesmente incrível!

Se eu fosse contar tudo em minuciosos detalhes sobre como foi fazer nosso casamento, daria um livro. Foi um casamento trabalhoso para fazer todas as coisas, mas ficou perfeito, tudo ficou do jeito que queríamos e sonhamos. É impossível dizer em palavras o que sentimos durante todos os meses de organização e mão na massa, e principalmente no grande dia, o resultado de todo esforço!"

(Carolinne - A Noiva)

Local: Rancho Kentucky
Salão Noiva:
Cupcakes: Isabella Vasconcellos
Bolo: Soninha Bolos
Mesas: Casa Velha Decoração
Banda: Terno e Saia (Folk)